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Coluna Futebol e Saúde: "Quando no Treinamento Físico o menos é mais? "

Foto de Anna Shvets no Pexels

Treinar e praticar alguma atividade física ou esporte, individual ou coletivo, amador ou profissional, segue uma mesma ordem variando muito a forma de treinar, metodologias e objetivos. Porém, a pessoa treina (estímulo), recupera (alimentação, descanso, sono) e treina novamente, e assim vai evoluindo sua condição físico/atlética.

A evolução do treinamento se dá com a aplicação do estímulo e uma boa recuperação para que num próximo treino a pessoa esteja num nível melhor que antes do estímulo inicial. Isso se assemelha muito a uma escada, se aplica o treinamento, recupera-se deste e se atinge um nível um pouco melhor, subindo um degrau.

O fato de não gerar uma boa recuperação ou aplicar uma carga muito alta que o período de recuperação não seja eficaz, resultará numa perda de qualidade e queda de rendimento para o   atleta.

Exemplificando com a musculação,  vou falar de duas formas diferentes de planejar os treinos,  por grupos musculares (ex: 6 treinos na semana e trabalhando (seg/qui), (ter/sex) e (qua/sab) treinos por partes do corpo onde se realiza vários exercícios para um músculo ou grupo muscular na sessão que será repetida 2 dias após essa( 2dias de recuperação). Outra forma é o Full body (trabalhar todos os dias os mesmos grupos musculares  nas mesmas 6 sessões semanais variando exercícios de um dia para o outro, porém menos exercícios diários para cada musculatura).

Ambas as formas podem ser usadas para os mesmos objetivos e com ótimos resultados. O importante é o conhecimento e cuidados metodológicos na aplicação de cada uma das formas, como descritos anteriormente elas variam muito, mesmo utilizando os mesmos exercícios.

Agora, se trabalhar muitos exercícios de uma mesma musculatura todos os dias, certamente ocorrerá um grande problema, não terá uma boa recuperação, resultará numa grande fadiga, os resultados serão ruins e decrescentes e com isso pode-se gerar alguma lesão.

O exemplo da musculação vale para qualquer tipo de treinamento, e este é o ponto principal deste artigo. Se a pessoa treina intensamente e não se recupera adequadamente, os treinos seguidos serão prejudicados (não terá a condição de realiza-los com qualidade pela fadiga ainda existente), o rendimento cairá drasticamente e num primeiro momento isso é reversível (diminuindo a carga e melhorando a recuperação). 

Mas em um período prolongado, entramos no que chamamos de overtraining ou sobretreinamento, neste período não se consegue retomar o desempenho como antes, o corpo passou por uma sobrecarga que precisará mais tempo para se reestabelecer e o rendimento não será retomado se não reiniciar o processo com uma nova adaptação aos treinos. 

Assim, por mais que se pregue e busque a intensidade nos treinos, é importante quando necessários treinos de menor intensidade e exigência, possibilitando assim uma melhor recuperação do organismo, ou seja, “o menos é mais”.

Portanto, por mais que se acredite em que intensidade é sinônimo de resultado, de utilizar apenas uma forma de treinar conforme se julgue a mais adequada principalmente em esportes como o futebol. Temos que saber que treino de qualidade é o que os atletas fazem com a menor fadiga possível, sem deixar de ser intenso. E a conta de trabalhar sempre no limite, virá lá na frente e geralmente é alta.

Jogar/treinar com intensidade não quer dizer que todos os treinos devem ser intensos ao limite, e sim intensos e equilibrados para que o treino gere respostas positivas e evolução constante.

Abraço!!!! 

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do FUT.SC

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