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Júlio César Nunes, ex-Hercílio Luz, fala sobre trabalho no RS


Faltam pouco mais de dois meses para o começo da Divisão de Acesso 2021 no Rio Grande do Sul. A competição, paralisada ano passado em virtude da pandemia, promete ser das mais disputadas agora, com a liberação de até 8 jogadores da Série A em cada um dos 16 clubes. Por isso, o Esporte Clube Passo Fundo vem em ritmo acelerado para a montagem do seu elenco. 

O treinador Júlio César Nunes, que volta ao Estádio Vermelhão da Serra sete anos após ser gerente, conversou com o Diário sobre os trabalhos – a pré-temporada está marcada para começar no próximo dia 23. Em entrevista ao Diário da Manhã, de Passo Fundo, Ele também falou sobre as passagens pelo futebol de Santa Catarina, Interior gaúcho e Mato Grosso. Confira:

Diário – Você foi anunciado há algumas semanas e começou o planejamento para a Divisão de Acesso. Como está o trabalho?

Júlio César Nunes – O trabalho da montagem de um elenco é minucioso e árduo. Estamos na parte da finalização da montagem, junto à presidência (Volnei Trapasson), gerência (Ricardo Attolini), alista de desempenho (Tiago Guilherme Paloski), buscando referência e informações dos jogadores. Os contatos são diários e creio que 95% do elenco está fechado. Os anúncios dos nomes começam a partir do dia 28. E buscamos o maior número de informações para cometer o menor erro possível.

Diário – A montagem do elenco acelerada leva em conta qual premissa?

JCN – Eu sempre penso que você precisa analisar a competição que vai jogar. A Divisão de Acesso é aguerrida, disputada, competitiva. Queremos trazer jogadores que conheçam a competição e tenham essa característica. Levamos em conta também jogadores que são do Sul, que jogaram o Gauchão, Divisão de Acesso ou em Santa Catarina. E ainda a ideia de se encaixar no estilo de jogo que propomos, com a equipe intensa, que joga na vertical, objetiva. Vamos passo a passo buscando as informações, nome a nome, montando um belo elenco.

Diário – E entre os nomes, tem jogador que já é conhecido da torcida do EC Passo Fundo?

JCN – Sim, tem. Buscamos jogadores da aldeia e esse ano teremos a liberação de 8 jogadores da Série A na Divisão de Acesso. As equipes vão vir fortes, mesmo com pandemia e afetadas financeiramente, por aquilo que já foi anunciado por outros clubes. Vai ser um campeonato muito disputado e procuramos trazer jogadores que elevem bem o nível, que possam representar muito bem a camisa do Passo Fundo, que é pesada no Interior.

Diário – Você já esteve no Vermelhão da Serra anos atrás, rodou até em outros estados e agora volta a Passo Fundo. Como avalia a sua carreira?

JCN – Acho que é importante e algo muito feliz em retornar para um clube no qual eu já estive e deixei as portas abertas. Fico feliz com o retorno na equipe principal. O fato de ter dado uma rodada foi importante para conhecer novos mercados e culturas. No União Rondonópolis, disputamos duas Copas do Brasil e encaramos clubes como Cuiabá, Luverdense e Operário no campeonato mato-grossense. No Hercílio Luz, jogamos a Série D e clássicos catarinenses também. A avaliação que faço é que venho de bons trabalhos, em uma crescente desde o Glória. Mas precisa de um título e acesso para marcar a minha carreira, o que posso atingir com o Passo Fundo, um clube que investiu para subir e o que me fez acertar com o Passo Fundo. Vejo com bons olhos essa soma do clube querer e o treinador também.

Diário – Mesmo você não estando presencialmente em Passo Fundo, os contatos são diários. Como funciona esse trabalho?

JCN – Diariamente, três turnos, o telefone não para. É contato com o presidente, gerente e analista. Varredura de jogadores, que machucou, a minutagem em campo, fatores importantes para que a gente consiga minimizar os erros. Esse trabalho árduo e dedicado de todos nós vai fazer a diferença quando o elenco for apresentado e o torcedor vai gostar. Com uma boa pré-temporada, em um trabalho sério e comprometido, vamos colher os nossos frutos.

Diário – A ideia é trabalhar com qual tamanho de elenco?

JCN – Nós pensamos em 22 ou 23 profissionais, completando com nomes da base. Não faz sentido o clube investir na base, jogar o Sub-20 e não haver o aproveitamento no elenco profissional. Claro que isso vai ser gradativo e por merecimento. Assim que forem subindo e aproveitando as oportunidades, passarão ao natural para o elenco profissional.

Matéria original - https://diariodamanha.com/noticias/julio-cesar-nunes-fala-sobre-a-montagem-do-elenco-para-a-disputa-da-divisao-de-acesso/ 

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