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Coluna Futebol e Saúde: "Efeito sanfona e a perda de massa muscular."


Com o passar dos anos e pelo processo de envelhecimento, acabamos perdendo massa muscular. A partir dos 40 anos perdemos em média 8% de massa muscular por década. Como estamos vivendo numa sociedade cada vez mais sedentária, este número tende a piorar.

A qualidade de vida no futuro depende de como a pessoa leva a sua vida no presente. Lutar contra a perda de massa muscular e uma saúde melhor passa por manter-se ativo, pois o sedentarismo é o grande mal que precisamos combater. Estamos num momento onde buscamos tudo de uma forma imediata, que traga um “resultado aparente” e não algo estruturado, efetivo e de resultados duradouros.

Vamos lá, muitos pensam e fazem o “famoso projeto verão”, onde tudo que fizemos de errado com nosso corpo no ano deverá ser solucionado para que no verão estejamos adequados à estética da moda. 

Caso o projeto esteja baseado em reeducação alimentar e prática de atividade física, estará no caminho certo. O problema são as soluções mágicas, como dietas restritivas que resultam numa perda de peso na balança, mas que muitas vezes são prejudiciais ao organismo, pois geralmente perde-se gordura e massa muscular e ao término da dieta ocorre o aumento do peso novamente (porém mais gordura que massa muscular) gerando efeito sanfona.

O efeito sanfona é quando a pessoa tem sobrepeso ou obesidade e realiza dietas com poucas calorias resultando na perde de peso, mas que ao voltar à forma como se alimentava anteriormente acaba aumentando mais ainda o peso, ou seja, resulta numa condição pior do que antes de realizar a dieta.

Essas dietas afetam negativamente os percentuais de massa muscular, por consequência a taxa metabólica basal (quanto o organismo gasta de calorias para se manter em funcionamento). A massa muscular consome calorias para sua manutenção, diferente da gordura que é reserva energética. Portanto se perder massa muscular, o consumo calórico será menor e ingerindo a mesma quantidade de calorias que antes, mais calorias serão estocadas como reserva energética (gordura), por isso ocorre à desaceleração do metabolismo.

Lembro-me de uma frase que já escutei muito, “quando eu era mais novo comia muito e era magra, agora qualquer coisa que como já me engorda”. Um fator primordial para isso é a menor quantidade de massa muscular atualmente em relação à juventude.

Além do mais o efeito sanfona afeta o sistema imunológico, aumentam os níveis de colesterol, a hipertensão, doenças coronárias, problemas renais, ocorre mais flacidez e estrias. 

Ou seja, é nítido o efeito nocivo de buscar uma solução mágica e momentânea, por desinformação, necessidade estética e por acreditar em soluções sem comprovações científicas. Assim criou-se uma sobrecarga no nosso organismo e buscando resultados aparentes criamos problemas futuros.

Estudos demonstram que a cada ciclo de efeito sanfona a pessoa perde aproximadamente 6% de massa muscular, analisando que após os 40 anos perdemos em média 8% por década. Imagine como será a velhice de alguém acostumado a ter esse efeito sanfona. Uma velhice saudável está associada a uma condição muscular boa para a idade, cada vez estamos nos debilitando mais para quando estivermos lá, isso afetará a qualidade de vida diretamente.

Se você quer saúde e qualidade de vida tem que pensar no ano todo e não em apenas alguns momentos, para estar bem no verão, entrar naquele vestido ou terno para alguma situação especial. Não precisará assim grandes sacrifícios e sim uma reeducação alimentar, hidratação e se manter ativo (de preferencia o ano todo) e isso realmente faz a diferença.

Abraço!!!

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do FUT.SC

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