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Coluna Futebol e Saúde: "Mulheres, o sexo frágil. Será? (parte 2/4)"

Foto: Sabel Blanco, pexels.com

No artigo anterior abordei a testosterona e neste artigo quero abordar outros assuntos pertinentes que fortalecem a ideia da importância de treinar força para mulheres.

Como falei anteriormente, analisar apenas homens e mulheres sem buscar um equilíbrio de análise é muito superficial e os resultados não vão representar a verdade. Como seria errado analisar um homem com alto nível de massa muscular e outro com alto percentual de gordura, aplicar um treinamento e esperar os mesmos resultados.

Existem diferenças significativas entre os sexos e precisam ser levadas em conta, mas uma análise ideal é verificar a evolução do indivíduo em relação à ele mesmo com o treinamento. O quanto está evoluindo com um programa na academia, isso sim é o importante.

Um estudo de 1991 analisou os percentuais de gordura corporal entre homens e mulheres, treinados e destreinados, e os resultados foram os seguintes: mulheres destreinadas (24% G), homens destreinados (17% G), mulheres treinadas (16,6% G) e homens treinados (10 %G). O organismo entre os sexos é diferente e pelo estudo, mulheres treinadas possuem gordura semelhante aos homens destreinados. Na prática, podemos conseguir valores bem melhores  que os desse estudo, mas os indicativos são importantes.

Mulheres possuem muito mais gordura corporal e precisam disso, pois num mês o corpo feminino é uma explosão de reações hormonais no período de ciclo menstrual e a gordura é uma forma de energia e veículo para manter tudo isso em funcionamento perfeito.

Bom, então mulheres possuem menos massa muscular e maior quantidade de gordura que os homens, isso é o natural e uma condição fisiológica e diferença natural entre os sexos. Geralmente, fisiculturistas homens possuem em torno de 4% de gordura corporal, já as mulheres em torno de 8% de gordura e desses níveis para menos elas podem não menstruar.

Mas a verdade é que esses índices iniciais não definem ou impedem que as mulheres tenham  bons ganhos de massa muscular, até podem ter resultados superiores aos homens (em função das outras variáveis que envolve o treinamento). Comparando mulher e homem com percentuais semelhantes de massa muscular, elas poderão ter resultados semelhantes ou melhores ao realizarem o treinamento.

A evolução é significativa, o que acontece é que pelos percentuais iniciais elas saem atrás dos homens, mas de forma alguma isso define o resultado final. Por isso, as comparações sem uma equalização entre sexos é prejudicial, superficial e desnecessária.

Um fator que realmente pode influenciar negativamente os resultados entre os sexos é o consumo de anticoncepcionais. Em um estudo de 2009 que analisou 2 grupos de mulheres, um consumindo anticoncepcionais e o outro não, constatou-se uma diferença de 1,4% a menos de massa muscular para o grupo que utilizou os contraceptivos. A conclusão é que alguns dificultam os ganhos de massa muscular.

O estudo foi realizado em 2009 e no mercado atualmente existem anticoncepcionais que não causam esse efeito, mas precisamos saber que talvez um ganho menor de massa possa estar ligado a marca de anticoncepcional utilizada. Num caso como esse é fundamental consultar um(a) ginecologista que direcionará o melhor produto a ser consumido e evitar esse efeito.

Fica claro que um treinamento bem elaborado e planejado trará muitos benefícios para ambos os sexos. Geralmente as mulheres tem percentuais menores de massa muscular e maiores de gordura, porém no final não podemos definir se elas não atingirão níveis melhores que os homens. Vai depender do treinamento e todos os fatores que interferem nele, o importante é treinar e os bons resultados aparecerão.

Abraço!!!

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do FUT.SC

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