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Coluna Futebol e Saúde: "União Frederiquense, Campeão Gaúcho Série A2!"


Não teria como escrever uma coluna neste momento que o assunto não fosse a grande conquista do União Frederiquense, mais um Acesso e um Título inédito para a instituição e para a cidade.

No início da competição escrevi um artigo falando de alguns pontos importantes e peculiares do Campeonato Gaúcho A2 (Divisão de acesso) e abordei o “perfil da competição” que acredito. Um dos campeonatos mais difíceis e intensos de se disputar, competição “sanguínea”, combativa e competitiva.

Esses fatores proporcionam um equilíbrio muito grande para a competição, e a qualidade técnica (que existe e muito) passa a ser a cereja do bolo. Equipes competitivas equilibram a competição contra equipes técnicas, mas a junção de competitividade e técnica aproxima muito esta equipe dos resultados.

Como é um jogo muito intenso e rápido, o jogador por mais técnico que seja, se não tiver condições de impor essa intensidade provavelmente terá dificuldades para jogar ou suportar esta competição. Portanto as definições dos jogadores da equipe passam não só pelas suas características individuais, mas também se estas se encaixam nesse perfil da competição.

Isso é um indicativo para montar o grupo que disputará a competição, o início do trabalho, mas acredito que a Competição forma o Campeão, ou seja, apesar dos recursos financeiros, grupo, condições de treinamento é durante a competição que a equipe vencedora irá se moldando. A foto do primeiro jogo de uma equipe não é igual a do último jogo, existem muitas mudanças físicas (de jogadores) e estruturais (mudanças na forma do jogo).

Nem sempre quem começa melhor acaba com o título, geralmente este fica com a que tem uma boa leitura da competição, vai ajustando conforme as dificuldades encontradas e usando para isso a competição, ou seja, cada jogo jogado é uma oportunidade de corrigir falhas, potencializar acertos, evoluir o nível competitivo estando assim preparados para a próxima fase da competição.

São muitos aspectos relevantes e o União passou por eles de uma forma muito convincente, ele iniciou com algumas dificuldades e possivelmente desconfiança, mas foi se formatando e ajustando ao perfil da competição, corrigindo as falhas, potencializando as virtudes,  forjando-se como equipe competitiva disposta e capacitada para enfrentar a demanda que a competição exigia.

Uma equipe é um somatório de vários fatores importantes e sem dúvidas o União foi assertivo na grande maioria deles, bem mais que as outras equipes e fica visível com a evolução constante que a equipe teve durante toda a competição (usar os jogadores certos nos momentos necessários, estratégias corretas para cada confronto, etc.). 

Isso vai gerando uma confiança muito grande e ela é parte fundamental de todo o processo, uma competição tão intensa exige muito do mental e psicológico, a confiança no que se faz dá uma tranquilidade para encarar esses aspectos com a convicção que os resultados podem acontecer.

Resumindo, na minha visão a equipe começou com algumas dificuldades e que logo foram superadas e potencializando as qualidades, assim se forjando e evoluindo cada vez mais competitivamente durante a primeira fase e isso qualificou para a disputa da outra etapa com muitos méritos e assim sagrou-se campeão com essa campanha histórica.

Não sei se minha leitura é a mais fidedigna possível, até porque falar de touros não é igual a estar na arena, e passam muitas coisas numa equipe de futebol durante uma temporada e que de fora não se tem a verdadeira noção. Mas a verdade é que uma campanha dessa não se faz na sorte, e sim com muito trabalho e aplicação de todos os setores (direção, comissão, jogadores e funcionários), abraçados por uma comunidade que fortalece muito a instituição.

Parabéns União e todos os envolvidos.

Abraço

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do FUT.SC

 

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