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Coluna Futebol e Saúde: "Máscaras na atividade física: usar ou não usar?"

Foto: Mostera, pexels.com

Estamos vivendo uma nova onda de infecção pelo Covid. Os casos nas últimas semanas tem aumentado em grandes proporções. Mas o que chama a atenção é que os efeitos da doença nos infectados parecem ser mais moderados que em outros momentos. Possivelmente pelo fato de grande parte da população já estar vacinada, apesar de alguns questionarem a eficiência.

Por mais cuidados que tomamos, ninguém está livre de passar por isso, e apesar desse aumento, acredito que enquanto os leitos hospitalares e UTI’s estiverem sem lotação poderemos seguir a “vida normal”, ou a mais normal depois dessa mudança no cotidiano em função da pandemia.

Nesse momento à atividade física é de fundamental importância para a saúde física e mental das pessoas e uma coisa que gera questionamentos é a utilização de máscaras na realização dessas atividades físicas.

Estudos recentes e que logo deverão servir de diretrizes para a prática esportiva trazem informações importantes sobre o assunto, e a mais significativa é que a utilização de máscaras não trazem efeitos negativos ao praticante.

Muitos acreditavam que treinar de máscara poderia afetar negativamente a saturação de oxigênio, padrões de respiração e fisiologia cardiovascular do praticante e isso não se sustenta. O uso dessa proteção não alterou significativamente o funcionamento corporal durante a prática de atividades físicas pesadas e moderadas.

Os testes foram realizados com indivíduos usando máscaras e depois não as utilizando, durante a bateria de avaliações realizadas, concluindo que as alterações provocadas pela utilização da máscara foram muito pequenas, especialmente nas intensidades abaixo do esforço máximo.

Já quando testado em altas intensidades (antes de entrar no máximo do esforço e suspender a atividade pela fadiga) foi possível constatar pequenas alterações respiratórias. Porém o organismo conseguiu assimilar e lidar com essas alterações através de respostas compensatórias, e assim, mesmo em treinamentos de alta intensidade, o organismo respondeu de forma esperada de acordo com o esforço na realização dos testes, indicando que a utilização da máscara não representa risco algum na atividade física.

Outro ponto importante é que a fisiologia do exercício possui respostas diferentes entre homens e mulheres e esses resultados foram semelhantes nas respostas do organismo entre os sexos. Então não existe qualquer diferença ou objeção na utilização das máscaras entre eles.

Outro estudo que trouxe resultados semelhantes foi antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio, onde pesquisadores fizeram avaliações de atletas da elite mundial pensando na necessidade de utilização das máscaras para realizar as provas nos jogos (isso não foi necessário). Os resultados comprovaram que as utilizações delas não trazem qualquer malefício para a saúde mesmo em atletas de elite e que levam o corpo ao extremo.

Esses estudos trazem grandes referências, pois foram realizadas em testes com atletas de elite e em atividades com intensidades moderadas e altas, ou seja, levando o organismo á uma grande exigência física e sem alterações negativas com isso.

Assim, hoje a máscara é para mim instrumento de treinamento como uma roupa adequada e um bom par de tênis. A verdade é que precisamos cada vez mais de atividades físicas nesse momento e, além de não prejudicar, a máscara aumentará a proteção durante estas atividades.  Então, ela diminui chances de infecção, assim não afasta o praticante da atividade física e sem algum efeito colateral que pode ser gerado com a infecção.

Abraço!!!

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do FUT.SC

 

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