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Coluna Futebol e Saúde: "Obesidade saudável, existe?"

Foto: Andres Ayrton, pexels.com

Primeiro é preciso não menosprezar esse problema mundial. A obesidade é considerada uma epidemia global e muitas vezes resultam em síndromes metabólicas graves para a saúde, e o pior, afetando não apenas a população adulta, mas cada vez mais crianças possuem problemas  relacionados à ela, situação que era mais difícil de ocorrer antigamente.

A obesidade não é um problema estético, é uma doença crônica e que precisa ser encarada como tal. Trás consigo doenças metabólicas potencialmente graves e fatais. Além de necessitar um tratamento complexo que pode ocorrer através de medicamentos, procedimentos cirúrgicos e talvez o mais difícil, as mudanças de hábitos de vida.

É uma situação que tende a piorar, pois ela está aumentando em função dos novos hábitos da vida atual, menos atividades físicas diárias, alimentação desequilibrada, tendência do menor esforço nas atividades cotidianas (escadas rolantes, controles remotos, maior praticidade e menor exigência física). E começa desde cedo já que nossas crianças se movimentam muito menos que as de anos atrás.

Uma avaliação simples é utilizando o IMC (índice de massa corporal), uma relação entre peso e altura (IMC=Peso(kg)/altura²(metros). Dá um indicativo mas não é o mais fidedigno, pois não analisa onde está essa gordura no corpo.  Se está localizada abaixo da pele (subcutânea) ou interna (gordura visceral).

De uma forma simplificada uma grande quantidade de gordura visceral está diretamente relacionada com os distúrbios metabólicos e doenças associadas à obesidade.  Por isso que alguns obesos têm mais problemas de saúde, enquanto que outros apresentam uma situação de “saúde normal”, conforme se localiza a gordura no corpo.

Mas analiso de uma forma menos simplista, a pessoa é saudável ou está saudável?

Uma pessoa com um problema cardiovascular simples, mas esse pode gerar um risco de morte, com uma intervenção cirúrgica pode ser solucionado e ter uma vida melhor que anteriormente. Nesse caso a pessoa estava doente e solucionou-se o problema e passou a ser mais saudável que antes.

Então se um obeso que continua sem buscar uma solução para o seu problema por ter no momento uma saúde adequada, num futuro terá uma grande probabilidade de precisar tratar muitos outros problemas gerados por ter desconsiderado essa situação. 

Quando somos saudáveis é muito mais fácil de encarar algum tratamento, como no caso de criar hábitos saudáveis como praticar atividades físicas e mudança nos hábitos alimentares.

Com o agravamento do quadro, o excesso de peso sobrecarrega o organismo por completo, articulações sofrem mais, hormônios não respondem como deveriam, podem aparecer problemas que limitarão algumas práticas esportivas como hipertensão e problemas cardiovasculares.

Mesmo que surjam estes problemas associados à obesidade, a atividade física ainda será uma grande ferramenta para uma melhora no quadro, total ou parcial sempre alinhada com uma reeducação alimentar (diferente de dietas).

Então, uma “obesidade saudável” não pode ser muletas para não combater esse quadro o quanto antes, usar o pretexto de ser jovem, ter saúde, etc. É uma luta que precisa ser travada contra a doença e não contra o doente, precisamos atuar e ter estratégias fortes, tirar o foco de questões estéticas e se preocupar primeiramente com a melhora na saúde e qualidade de vida.

Abraço!!!!

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do FUT.SC

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