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Coluna Futebol e Saúde: "Eu treino e me alimento, mas recupero?"


O resultado conquistado com a atividade física (como na musculação) se dá basicamente por três aspectos muito importantes que são o treinamento, a alimentação e a recuperação. Todos influenciam diretamente no resultado e a falta de cuidados em um deles certamente prejudicará o todo.

Então para um bom resultado é fundamental a energia (alimentação), o estímulo (treinamento) e a recuperação (o treino sobrecarrega o organismo e este elevará suas capacidades após recuperar-se desta e assim se adapta para cargas maiores, elevando seus níveis e condição física).

Sobre recuperação (muitas vezes menosprezada no processo), ela vai além de apenas os descansos entre as séries, dependendo do tipo de treino a musculatura trabalhada precisará aproximadamente de 24 a 72 horas para recuperar-se completamente, além de um sono de qualidade que é a melhor forma de recuperação que o organismo possui.

Esse tempo de recuperação que a musculatura precisará dependerá muito da forma que será aplicada os estímulos sobre ela, pegando, por exemplo, um treino na musculação onde se trabalha por seguimento muscular (vários exercícios para o mesmo grupo muscular) numa sessão o desgaste vai ser muito superior do que em um treino Full Body ( que trabalha a mesma musculatura todos os dias, mas menos exercícios).Por essa melhor recuperação que se  pode treinar full body todos os dias enquanto que por segmento é mais complicado.

Mas se o treinamento precisa gerar uma sobrecarga na musculatura então treinar por segmentos é melhor que o Full Body?  A forma do treino vai além do objetivo que se quer (se consegue trabalhar o objetivo em ambos os casos com qualidade), isso passa pelo conhecimento do profissional e pela aceitação do aluno.

Um aspecto que precisa ser analisado quando se comparar essas duas formas de treinar é o volume semanal dos treinos (quantos exercícios, séries, repetições, cargas o aluno realizou na semana). Para que se torne fidedigna e real essa comparação precisamos que ela seja equalizada, assim nas duas formas de treinar é fundamental que sejam feitas as mesmas quantidades de exercícios para os mesmos grupos musculares na semana (ex: num músculo como o bíceps trabalhar na semana 15 séries de 10 repetições  com 15 quilos). Só assim podemos ter uma análise correta.

Em alguns casos em que realizei consultoria on-line, tive alunos que tinham dificuldades em realizar o treinamento anterior durante toda a semana ( estes realizados antes de meu acompanhamento), nos últimos treinos não mantinham as cargas planejadas, faziam menos repetições e as vezes não realizando todos os exercícios propostos.  Nestes casos que eram por segmentos ajustei utilizando o Full Boby, com uma boa resposta podendo colocar até mais exercícios no programa que eles seguiam, apenas ajustando as ordens dos exercícios na sessão e na semana.

De forma alguma o problema estava em trabalhar por segmentos, mas sim na configuração dos treinos e o nível de treinamento do aluno, os treinos não possibilitavam uma boa recuperação muscular entre as sessões e nas ultimas sessões semanais a musculatura tinha dificuldades e em executar os exercícios pela fadiga acumulada. E no treino ajustado, além de executar todos os exercícios propostos ainda realizavam outros pela boa recuperação entre os treinos e assim fazendo um volume maior e de mais qualidade que o treinamento anterior. Os melhores resultados nestes casos não estavam no método em si, mas na forma de potencializar uma melhor recuperação muscular nos pós-treinos e assim conseguindo mais qualidade e interferindo positivamente nos resultados.

Usei esta comparação sobre formas de trabalhar para demonstrar a importância de uma recuperação adequada na qualidade e nos resultados dos treinos, e que a melhor forma de treinar é a que se adapta melhor ao aluno. Pode-se transformar um treino Full Body em treino por segmentos também, pois ele bem planejado, ajustado e com boa recuperação também trás em grandes resultados.

A sala de musculação e suas formas de trabalho são ferramentas fundamentais, mas os resultados dependem de como serão usados para atender as necessidades dos alunos.

Abraço!!!!

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do FUT.SC

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