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Coluna Futebol e Saúde: "Fibromialgia e Musculação."

Foto: Andres Ayrton - pexels.com

Em primeiro lugar importante saber um pouco sobre fibromialgia, é uma síndrome dolorosa que ocorre no corpo todo, principalmente na musculatura geralmente acompanhada de fadiga (cansaço), falta de sono ou sono de má qualidade e podendo ter alterações de memória e atenção, depressão, problemas intestinais. É uma doença que atingi um número muito maior de mulheres (aprox. 70% dos casos).

Não existe uma única causa para este problema, pesquisas  científicas apontam  que os portadores de fibromialgia possuem uma sensibilidade maior para dor em relação à pessoas sem este problema.

Pelo fato da pessoa que possui a síndrome sentir dores no corpo além dos outros e pela falta de informações criou-se o mito que quem a possui não pode praticar musculação e/ou outras atividades.

Encontro muitos casos de alunas que tinham muita restrição aos exercícios resistivos por terem fibromialgia e com o treinamento resistivo tiveram uma melhora significativa. Isso se dá pelos grandes benefícios que o treinamento proporciona para as pessoas que sofrem com isso.

Pesquisas realizadas dividindo a amostra em dois grupos (um que fazia musculação e outro que não) constataram que ambos os grupos continuaram tendo incômodos dolorosos da doença, porém todos os praticantes de musculação relataram uma diminuição significativa na dor, enquanto que o outro não apresentou melhora alguma, como era de se esperar.

Os portadores de fibromialgia possuem pontos mais sensíveis no corpo (áreas hipersensibilizadas), e no caso dos praticantes de musculação acabam tendo menos  e menores pontos desses.

Os ganhos de força possibilitam uma maior qualidade de vida e uma condição melhor para realizar as atividades cotidianas, as pessoas começam a ter uma vida mais ativa pela diminuição dos quadros de dores, resultando numa maior autonomia da pessoa.

Muitas vezes a depressão acompanha os portadores de fibromialgia (em torno de 50%), por muito tempo considerava-se essa doença como uma “depressão disfarçada”, mas hoje se sabe que ela é uma doença e sua dor é real.  Mas só o fato de conviver constantemente com a dor já é um grande motivo para abalos e doenças de cunho psicológico.

O que posso falar pela amostragem que tenho ( não é algo científico) mas relacionado a realidade na prática da musculação é que todas alunas que relataram possuir  fibromialgia tiveram melhoras significativas com o treinamento e nenhuma relatou uma piora com essa prática.

O cuidado que precisa ter, como para qualquer iniciante, é que o aluno precisa passar por uma adaptação e evolução gradual das cargas e assim vai melhorando, elevando sua forma física e diminuindo os efeitos da doença. O que não pode é começar o treinamento realizando trabalhos mais intensos que esse aluno suporta, ai pode agravar as dores pela grande sobrecarga gerada. Mas considero isso errado até mesmo com alunos que não apresentam nenhuma restrição clínica ou física.

Empiricamente criam-se “verdades”, sem embasamentos e que são fortalecidas com o tempo criando esses mitos. Por estar enraizado aparece muita resistência para a quebra desses mitos, mesmo com as pesquisas científicas traçarem outro caminho. Mas o caminho é esse, estudar, aprofundar o conhecimento e aplicá-lo na prática para provar os grandes resultados que podem ser conseguidos.

Atividade física é saúde e remédio para muitas enfermidades.

Abraço!!!

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do FUT.SC

 

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