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Coluna Futebol e Saúde: "Quanto tempo o músculo precisa descansar depois da musculação?"

Foto: Tim Samuel - pexels.com

Um dos pontos importantes para o resultado na academia é a recuperação pós-treino, no treino se sobrecarrega os músculos que na recuperação se adaptaram para novas sobrecargas. Existem praticantes que treinam  por segmento muscular 1 vez na semana(cada dia troca os segmentos trabalhados), já pessoas que trabalham todos os dias o corpo todo (full body), e nem por isso estes grupos estão trabalhando errado. O tempo de recuperação entre as sessões (24h,48h...) vai depender de como foi trabalhado na sessão de treino.

Primeiro é fundamental saber que na musculação existe uma infinidade de variáveis que modulam o treinamento conforme os objetivos definidos. Existem os exercícios, as séries, repetições, a execução, velocidade e métodos que potencializam alguns objetivos. Mas tudo isso é um quebra-cabeça que o profissional de educação física tem o poder de manusear para gerar resultados e realizar uma atividade mais prazerosa possível.

Voltamos para os dois tipos de treinamento citados (por segmento e full body), a grande diferença entre eles é que, enquanto o primeiro realiza mais exercícios, séries,... para os mesmos músculos, isso faz com que o volume trabalhado desta musculatura seja mais alto na mesma sessão de treino, o desgaste e a exigência são maiores e por isso necessita mais recuperação, caso não recupere pode gerar lesão e resultados inferiores aos desejados.

Já no treinamento Full Body, na sessão de treino trabalha-se o corpo todo então são menos exercícios de cada grupo muscular no dia, nas sessões pode-se dar uma ênfase diferente nas musculaturas trabalhadas. Como treina um volume menor a recuperação também pode ser menor para uma nova sessão de treino. Por isso é possível trabalhar todos os dias mesmas musculaturas.

Isso por si só não define a melhor forma de treinar, essa comparação só é possível quando for uma relação equalizada, ou seja, na semana ambos os alunos esteja fazendo as mesmas séries, repetições e exercícios e a carga gerando a mesma sobrecarga no organismo de ambos.  Neste  caso os resultados serão muito semelhantes, pois o volume semanal total foi semelhante também ( que é fundamental para o resultado).

Já peguei treinos por segmentos e adaptei para full body e tive grandes resultados e isso porque o treino que o aluno seguia não respeitava a recuperação de treino para treino. Utilizei os mesmos exercícios inicialmente e a mesma forma de trabalho, mas fui encaixando os treinos pelos dias da semana, assim ele passou a treinar todo o corpo durante a semana, realizando todos os exercícios e com acréscimo de alguns.

O que aconteceu é que os resultados foram melhores, pois no anterior nos últimos dias da semana ele não conseguiu realizar todos os exercícios e séries pelo cansaço, quando troquei a forma ele passou a treinar bem toda a semana mesmo com mais exercícios, isso aumentou o volume semanal e melhorou os resultados.

Gosto de utilizar o full body com iniciantes e à medida que vão evoluindo muda-se ou não  para outras formas, conforme a vontade do aluno (segmento é mais desgastante no dia) e alguns muitos preferem este tipo de treino, além disso podemos colocar juntamente outros métodos de execução melhorando as respostas do treino.

Não é a forma de treino e sim a intensidade deste no organismo do aluno que vai definir maior ou menor recuperação (se é necessário 24h, 48h,72h...), não é interessante sobrecarregar a musculatura com intensidade sem recuperação, isso é prejudicial e perigoso. O profissional de educação física pode ter preferencias nos métodos de treino para seus alunos, porém não pode pensar que apenas um leva ao resultado, ainda mais com tantas variáveis envolvidas no treinamento, mais conhecimento gera mais recursos para prescrever treinos.

Abraço!!!!

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do FUT.SC

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