ÚLTIMAS

6/recent/ticker-posts

Coluna Futebol e Saúde: "Guarani Futsal-FW campeão."


Finalizando com êxito a primeira competição do ano tenho a necessidade de falar algo sobre essa transição na carreira (preparação física do futebol para o futsal) e alguns pontos importantes que resultaram nessa conquista.

Em primeiro lugar, tinha decidido em 2022 dar um tempo para o futebol, ficar mais por casa, encarar outros projetos e nesse momento apareceu o convite do guarani, já era um desejo antigo trabalhar com o futsal e a oportunidade chegou no momento certo. Sabia que teria muita coisa para aprender, pois quase 20 anos de futebol não me capacitariam plenamente para atuar em alto nível no futsal, mas é uma experiência muito importante para lidar com competição e equipes profissionais.

Primeiro passo foi definir em que ambiente eu estava e como poderia ajudar, ai foi muito importante uma conversa com o treinador para ajustarmos a forma de trabalhar, isso é sempre fundamental. E o mais importante é quando os conceitos se ajustam e ambos pensam de forma semelhante não nos conteúdos, mas na planificação do treinamento durante a temporada e na forma de trabalho.

Após isso começamos os treinamentos com alta intensidade, não só de treinamento que os atletas desempenham em quadra, mas a intensidade de informações passadas nos treinamentos. Isso sem dúvidas é um ponto muito positivo ainda mais quando os atletas recebem as informações, assimilam e conseguem executar no treinamento. Quando ocorre o contrário, ou seja, comissão passar muitas informações e a equipe não consegue assimilar, ocorre o efeito oposto ao desejado, o treinamento é falho, o trabalho é limitado e os resultados serão pequenos.

Sobre a intensidade de treinamento, acredito que isso é a tônica do esporte competitivo como o futsal, você precisa ser intenso na forma de agir e pensar para superar um adversário que quer o mesmo objetivo, a vitória. Mas trabalhar apenas em grande intensidade não basta, precisa treinar em alta intensidade e os jogadores precisam de condições de aplicar toda essa intensidade no jogo.

Parece óbvio, mas não é tão simples assim, precisam estímulos intensos e treinos que ajudem a recuperar desses estímulos e assim auxiliar na recuperação dos jogadores para que consigam aplicar a intensidade trabalhada no jogo. Não adianta jogadores intensos porém fadigados na partida, isso afetará o melhor rendimento.

Alguns treinadores até experientes se equivocam nestes pontos, não conseguindo recuperar os atletas para as partidas ou gerando uma sobrecarga e fadiga excessiva durante a competição, o resultado é queda de rendimento quando mais se precisa que é na reta final (momento mais decisivo). Por isso que admiro muito profissionais que possuem essa percepção de dosar o treinamento.

Mas para bons resultados precisa mais que um treinador inteligente e capacitado, recursos físicos, matérias e humanos. Quando me refiro aos recursos humanos vão dos profissionais que dão o suporte para o trabalho e principalmente o grupo de jogadores que compram a ideia da comissão, executam com dedicação nos treinos para estarem preparados para os jogos, isso é o fator determinante para os êxitos nas competições.

E finalizando é muito importante saber que uma temporada é um processo de construção e crescimento contínuo, então o trabalho que nos trouxe até aqui é a base para as próximas etapas que serão mais exigentes e a equipe precisa continuar o processo de evolução e crescimento para enfrentá-las. Pensar diferente disso é um passo para a estagnação e maus resultados.

Vamos Guarani  a caminhada ainda é longa e estamos no início.

Abraço!!!!

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do FUT.SC

Postar um comentário

0 Comentários