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Coluna Futebol e Saúde: "Balança, auxílio ou tortura?"

Foto: Ketut Subiyanto, pexels.com

Muitas pessoas dimensionam e supervalorizam a importância da balança nas suas vidas, mas ela apenas avalia o peso corporal (e apenas isso), não sendo indicativo de saúde e até evolução física de uma pessoa.

Isso mesmo, muitas pessoas quando começam uma atividade física como a musculação podem estar perdendo gordura e mantendo o mesmo peso, ou seja estão emagrecendo sem alterar o peso ou até aumentando-o.

Vamos pensar o que vale mais um quilo de pena de galinha ou um quilo de chumbo?  Os dois possuem 1kg o que realmente muda é o volume de cada um deles.  Vamos considerar que o quilo de pena é o quilo de gordura corporal e o quilo de chumbo é referente à massa muscular (músculos).  Quantidades de gordura ocupam muito mais espaço no corpo do que a mesma quantidade de músculo.

Então se a pessoa treina bem, possui uma alimentação equilibrada e continua com o mesmo peso é bem provável que neste processo deve ter emagrecido (perdido gordura) e ganhado massa muscular.

Outra coisa importante que precisa ser dita é que emagrecer não é perder peso na balança e sim perder gordura corporal, nada mais que isso. Porém muitos consideram o contrário que estão emagrecendo conforme perde peso na balança e isso muitas vezes é até prejudicial.

O corpo precisa quantidades de macro nutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras) para se manter e muitas pessoas, pensando que estão emagrecendo, começam dietas equivocadas e desequilibradas que podem resultar em perda de peso na balança, porém não apenas de gordura como também massa muscular. Perder massa muscular afetará diretamente na balança, mas também na saúde. Sendo mais prejudicial, pois no processo de envelhecimento perdemos músculos com o passar dos anos, e devemos combater essa perda (principalmente com atividades como a musculação) e não potencializá-la, fazendo que ocorra antes do momento.

Para reforçar ainda mais a minha visão da superficialidade de avaliar o peso corporal apenas na balança vou pegar duas pessoas para uma breve comparação, Jô Soares (apresentador brasileiro) 1,67 de altura e 96 kilos e Francis Berfatto ( fisiculturista Marroquino que competiu nos anos 80 e 90). Essa comparação foi pela semelhança entre as alturas e pesos de ambos.

Jô com seus 1,67 e 96 quilos, calculando o IMC (índice de massa corporal), que é a relação simples entre peso e altura, ficaria com 34,4 e isso representa obesidade de grau 1. Já o Marroquino fisiculturista com seus 1,67 e 93 quilos ficaria com IMC de 33,3, ou seja, obesidade de grau 1. Enquanto que o primeiro certamente tem com esses índices de gordura corporal superior a 30% e o segundo provavelmente menos de 8% de gordura corporal. 

Primeiro lugar o teste do IMC também não é fidedigno e é bem simples de entender, ele pega 2 variáveis sendo que uma delas é o peso da balança que reforça meu questionamento sobre a grande importância que se dá para ela e como apresenta falhas.  Jamais um fisiculturista de 8% de massa muscular pode ser considerado obeso, apesar de ter obesos com os mesmos índices de IMC. Em segundo lugar reforça o que já citei sobre músculo pesar bem mais que gordura e como deve ser a qualidade de vida e saúde desses dois  exemplos? Como já falei músculo é vida e saúde.

E finalizando, não se apeguem apenas ao peso da balança, usem sim para um controle de como estão, mas não se desesperem com esse simples e impreciso resultado apenas, temos outras formas mais fidedignas de verificar isso como bioimpedância e avaliação antropométrica.

Para mim a balança é como aquela vizinha fofoqueira (se é que alguém já teve), que sabe alguma informação do vizinho e fala como se conhece toda a vida dele, ai vai da importância que você dá para sua vizinha.

Abraço!!!!!

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do FUT.SC

 

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