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Coluna Futebol e Saúde: "Na musculação, treinar fullbody ou por segmentos musculares?"


A intensão deste texto não é definir qual forma de treinar é a melhor, mas sim que existem outras formas de treinar que geram resultados semelhantes ou melhores conforme o trabalho realizado. São formas de treinamento onde as principais diferenças estão em como trabalhar o corpo, enquanto o fullbody trabalha todo o corpo numa sessão de treinamento, a forma por segmento (como o próprio nome diz), trabalha grupos musculares separadamente nos dias de treinamento.

Todos os estudo recentes demonstram que treinos das duas formas, quando equalizados ( mesmo volume, séries e exercícios) apresentam resultados semelhantes, porém a aplicabilidade do fullbody se justifica por conseguir um volume maior de treinamento.

A primeira crítica que muitos falam sobre o fullbody é que o músculo precisa de 48 horas para se recuperar do estímulo. Vamos pensar um pouco, se uma pessoa faz um treino de um grupo muscular, realizando 6,8 exercícios para este numa sessão, enquanto que outra realiza no treino 2 ou 3 exercícios para os mesmos grupos musculares e com a mesma exigência muscular, a recuperação necessitará o mesmo tempo nos dois casos?

É obvio que não, se o estímulo da carga é igual, mas o volume é menor a fadiga acumulada também será menor e por consequência não necessitará uma recuperação tão grande, a recuperação é proporcional ao estímulo gerado. Possibilitando com isso três coisas importantes, a primeira é que conseguirá treinar o mesmo músculo em todos os treinos, o segundo é que assim pode trabalhar um volume maior de treino do que por segmento (maior volume melhor resultado) e o terceiro é que o peso utilizado (carga de treinamento) é apenas um dos itens que geram os resultados e com menos fadiga do treino pode fazer com mais qualidade a execução, velocidade do movimento, amplitude trabalhada, conexão com o músculo, etc. Mais qualidade maior resultado.

Fisiculturistas ou bodybuiders costumam treinar na grande maioria por segmentos e os resultados são muito significativos, porém são pessoas que já possuem um lastro de treinamento muscular, o corpo reconhece esses estímulos intensos, conseguem leva-lo mais perto do limite nas sessões de treinamento, assim tendo cargas e volumes maiores de treino.

Já para iniciantes e intermediários eu (e isso é minha opinião) acredito que o fullboby trás um melhor resultado, pois possibilita menor fadiga e maior qualidade de execução, e com a progressão de cargas mantendo a qualidade de execução os resultados serão também melhores.

Nos esportes coletivos com os quais trabalho Futsal e futebol, utilizo a academia como uma importante forma de treinamento indireto ( pois, os trabalhos de força para os esportes precisam ser mais específicos e realizo estes em outras sessões ou quando a academia possui uma estrutura física para isso), então na musculação trabalho o corpo todo dos atletas nas sessões até porque o equilíbrio muscular é fundamental tanto para eles exercerem  as atividades competitivas.

Não estou considerando os diversos métodos de treinamento (bi-set, tri-set, rest pause, pirâmide crescente, decrescente, etc) que podem ser utilizados para potencializar os resultados ou atender as necessidades específicas dos alunos e estes podem ser aplicados independentes se o treinamento é por segmento ou fullbody. Outra coisa, independente da forma de trabalho podemos trabalhar os mesmos objetivos em ambos os tipos de treinamento, hipertrofia, força, potência, etc.

O mais comum é ver treinamento por segmentos, só que essa forma de trabalhar não é a única e o fullbody é uma grande opção de melhorar os resultados, ainda mais para iniciantes e intermediários, podendo ter resultados até melhores quando o treino por segmento não está bem ajustado. Por isso, estudar e buscar o conhecimento científico são fundamentais, para não errarmos pensando que apenas uma forma é certa e que esta é a melhor para todos os tipos de alunos.

Abraço!!!!
* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do FUT.SC

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